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UNIVERSO

16/12/2007 GMT 1

Seguro para Motas:Missao quase Impossivel

1967-40 @ 19:01

A maioria das seguradoras limita a contratação do seguro de responsabilidade civil a clientes ou motards sem acidentes. Subscrever danos próprios pode ser uma odisseia.

Seguro para motas: missão quase impossível

Quem anda de mota tem de contratar um seguro de responsabilidade civil no valor de 600 mil euros para circular. Apesar de exigido por lei, poucas companhias permitem que o subscreva, sobretudo se não for cliente. Quando a intenção é contratar o seguro de danos próprios, mais abrangente, a tarefa é quase impossível.

Coberturas mínimas e acessórias

As apólices de responsabilidade civil e danos próprios para motas são iguais às do seguro automóvel. A responsabilidade civil cobre os danos corporais e materiais involuntariamente causados a terceiros, até ao limite contratado. O mínimo é 600 mil euros. Tal significa que, se perder o equilíbrio e bater num carro parado na rua, por exemplo, causando-lhe danos na chapa e na pintura, a reparação fica por conta da seguradora.

Se quiser viajar de mota para o estrangeiro, confirme na Carta Verde quais são os países abrangidos pelo seguro. Caso o seu destino esteja excluído, terá de contratar uma extensão territorial, cujo preço varia consoante a seguradora e o país.

Pela natureza do risco envolvido, muitas companhias recusam-se a subscrever seguros para motas, sobretudo se não for cliente, já tiver registo de acidentes ou pouca experiência (menos de 25 anos e/ou carta há menos de dois). Caso lhe voltem as costas, pode reunir três declarações de recusa e apresentá-las junto do Instituto de Seguros de Portugal. Este tratará de nomear uma das empresas para lhe fazer o seguro.

Para ficar protegido quanto aos estragos provocados na sua mota, a única solução é subscrever um seguro de dados próprios. Este cobre os prejuízos causados por choque, colisão, capotamento, incêndio, raio, explosão e furto ou roubo, desde que não haja um terceiro responsável. Neste caso, é accionado o seguro do "culpado". Infelizmente, esta cobertura é impossível de contratar para os veículos de duas rodas.

Se todos os seus seguros estão numa seguradora (por exemplo, carro, casa, vida e saúde), pode ser mais fácil negociar a contratação da cobertura de danos próprios para a sua mota. Outra solução será comprar o veículo em leasing ou aluguer de longa duração. As locadoras exigem um seguro de danos próprios e, regra geral, disponibilizam aos seus clientes uma apólice da seguradoras com a qual têm protocolo. O único inconveniente, neste caso, é ficar sujeito às condições impostas pela companhia. Em alternativa, pode recorrer a um mediador. Por vezes, é mais fácil e barato contratar os seguros através destes intermediários.

Segurança a preço d'ouro

O seguro de responsabilidade civil para motas e carros rege-se por uma apólice uniforme, definida por lei. Ou seja, é igual em todas as companhias. Como tal, basta comparar o preço e, se possível, a qualidade do serviço.

A maioria das seguradoras define duas classes de cilindrada, às quais correspondem prémios diferentes: até 500 centímetros cúbicos ou mais. Algumas definem classes de 250 centímetros cúbicos ou inferiores. Regra geral, mulheres e motards residentes em zonas de pouco risco, como Portalegre ou Beja, têm direito adescontos de 5% a 25% no prémio do seguro. Já os condutores com acidentes no currículo, além da dificuldade em contratar, vêem o seu prémio agravado em cerca de 10%. Tal como no seguro automóvel, os mais penalizados são os condutores jovens e com pouca experiência. Mesmo que consigam contratar o seguro, o que nem sempre é fácil, são obrigados a pagar 40% mais de prémio.

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